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domingo, 7 de março de 2021

WandaVision


Título Original:
 WandaVision
Direção: Matt Shakman
Ano de Lançamento: 2021
Duração: Aproximadamente 35 minutos.
Nacionalidade: EUA
Gênero: Romance, Mistério, Drama, Ficção Científica, Heróis, Comédia.
Temporada: 1
Número de Episódios: 9


Sinopse: A nova série da Marvel Studios "WandaVision" combina o estilo das comédias clássicas com o Universo Cinematográfico da Marvel para contar a história de Wanda Maximoff e Visão, um casal de super-heróis com uma vida perfeita, que começa a suspeita que nem tudo é o que parece.

Resenha:

A série tem início com Wanda e Visão imersos em uma sitcom de comédia durante a década de 50, onde o casal tenta esconder os poderem vivendo em uma pequena cidadezinha no subúrbio chamada Westview. O plot é facilmente reconhecível em meio as cenas preto e branco, junto ao humor bobo, só deixa mais claro a referência visível aos clássicos da época. Somado a tudo isso ainda há os momentos de pausa no enredo para uma propaganda também comuns a época, contando com diversos easter eggs perceptíveis para os fãs do universo Marvel.



Ao decorrer para o segundo episódio já acontece um avanço para os anos 60, a abertura e o enredo lembrando nitidamente a famosa série "A Feiticeira", mostrando Wanda e Visão tentando se adaptar a população local. No entanto alguns acontecimentos já indicam uma possível reviravolta na vida perfeita do casal, mostrando elementos que fogem da época no qual estão inseridos. A partir daí as teorias começam a ganhar vida enquanto os mistérios só começam a multiplicar, principalmente porque Wanda parece ter plena ciência do que está acontecendo e parece estar também contribuindo nessa realidade perfeita.



"Agora em Cores" é o nome do terceiro episódio que já deixa claro que as sitcoms preto e branco estão sendo deixada de lado, saltando mais uma vez no tempo, para vivenciar as sitcoms da década de 70. O enredo mostra os poderes descontrolados de Vanda durante a gravidez, enquanto Visão faz o possível para cooperar no parto acelerado da esposa. A trama começa a ganhar forma e ficar interessante principalmente neste episódio, quando os personagens da vizinhança começam a demostrar que estão sendo mantido presos e Wanda ao se ver sendo diretamente confrontada demonstra todo o seu poder para explicitar o quão disposta está em modificar tudo isso.



Nos dois próximos episódios da série titulados por "Interrompemos Este Programa" e "Um episódio muito especial" passamos a ter um pouco mais de respostas e muitas outras perguntas. No primeiro temos uma visão geral do mundo fora daquela realidade em que a Wanda está vivendo com o Visão, mostrando o que aconteceu após o estalo dado pelo Hulk em "Vingadores Ultimato" e retratando melhor a visão da capitã Monica Rambeau (agente da S.W.O.R.D) e dessa organização que está responsável por investigar os acontecimentos referentes ao campo de energia (Hex) que está envolvento toda a cidade de Westview. Portanto nesse episódio eles descobrem que as pessoas da cidadezinha estão presas nesse Hex e questionamentos ficam em aberto como: "As pessoas estavam reféns de algum vilão ou da Wanda?" "Wanda que criou aquele Hex e estava protegendo seu "conto de fadas"?" "Quem seria o vilão ou a vilã?" "Quem seria o(a) mocinho(a)?" "E por fim, "Wanda restaurou o Visão?"


Em "Um episódio muito especial" voltamos a ver o ponto de vista de Wanda e agora ela se encontra na década de 80. Vale destacar antes de relacionar os acontecimentos desse episódio que, em cada episódio há um avanço temporal de dez anos e embora passem os acontecimentos de um dia, acontecem tantas coisas que parecem que se passaram anos. Dito isso, o episódio inicia com Wanda e Visão cansados e procurando uma solução para acalmar o choro dos seus filhos ainda bebês Tommy e Billy quando Agnes, uma das vizinhas deles, aparece para lhes ajudar. Algo marcante nesse episódio é que a realidade está bem mais alterada que a anterior e os filhos da Wanda monstram não serem controlados pela mãe, a deixando bastante surpresa. Um fato que marcou essa afirmativa se deu quando seus filhos cresceram no mesmo dia até atingirem a idade de dez anos, deixando inclusive o Visão muito intrigado com a rapidez dos acontecimentos e lhe dando uma razão para investigar o motivo daquela rapidez da vida deles. Um episódio marcado por surpresas, questionamentos do Visão e um personagem misterioso que promete mexer com todo aquele universo.



No próximo episódio, Wanda e sua família se encontram na década de 90 e estão pronto para passarem o primeiro Halloween juntos. Mas, os planos de Wanda desandam um pouco quando Visão recusa se juntar a eles dizendo que precisava trabalhar como vigia do bairro. Mas a verdade é que a investigação de Visão continuou e nesse episódio fortes emoções, mais segredos e muitas surpresas aparecem e não têm como assistir esse episódio sem ficar com um aperto no coração com o rumo dos acontecimentos. Enquanto dentro do Hex o clima esquenta, fora dele Mônica tentou uma maneira, junto com Darcy e Jimmy de ajudar a Wanda e de descobrir toda a verdade e tudo o que a S.W.O.R.D escondia. O final desse episódio foi simplesmente impressionante, às coisas ficaram cada vez mais intensas e às perguntas e anseio por mais episódios que nós fãs tinhamos aumentaram nesse ponto da série.



O episódio sete "Derrubando a Quarta Parede" mostrou a década de 2000 e nele Wanda por meio dos acontecimentos anteriores se encontrou esgotada e estava precisando de um descanso. Mas, a realidade dela estava bem fora de controle e o esforço dela para manter a ordem estava maior e não dando tão certo quanto de costume. Nesse episódio, uma outra pessoa entra no Hex e consegue seus poderes e muitas revelações aparecem, tanto para o Visão que não estava se lembrando do que viveu antes do Hex, como para Wanda que descobriu algo inesperado para ela.



E por fim, nos dois últimos episódios "No episódio anterior" e "O grande final" revelações sobre o passado dos personagens vem a tona e conhecemos um pouco do passado da Wanda e a explicação de cada episódio, desde o primeiro aparece com um significado, nos mostrando que tudo o que foi apresentado, mesmo que cômico, tinha um sentido na série e o "grand finale" se encerra fechando quase todas às dúvidas que foram apresentadas na série e dando um final digno, muito bem pensado, emocionante e genial. 


A série abriu um leque para a quarta fase da Marvel, introduzindo personagens novos e instigantes e dando ganchos para filmes como Homem Aranha 3, Doutor Estranho 2, Capitã Marvel 2 e para às outras séries que a Disney fará desse universo. WandaVision foi muito bem pensada e cada detalhe utilizado nos episódio, por mais simples que seja foi muito bem construído e fez um sentido ao final. Wanda desde o começo pareceu confusa com tudo aquilo que estava vivendo e o Hex foi para ela um lugar de superação não apenas do seu luto, mas um lugar de autoconhecimento daquilo que é e daquilo que pode fazer. 



A série em si nos alerta sobre a importância dos laços que estabelecemos, do passado para a construção do nosso futuro, das pessoas em nossas vidas e do amadurecimento que é necessário que tenhamos. Mais do que isso, essa é uma série que mostra também o quanto a dor nos modifica, mas que nem sempre ela pode ser responsável pelo pior de nós mesmos, nos dando a reflexão de que por mais dores que tenhamos que suportar, somos nós e apenas nós que iremos escolher o que faremos com ela e no que iremos ser. A dor não é responsável por formar pessoas ruins, somos nós que temos o poder na mão de sermos pessoas boas ou ruins, independentemente da dor que tivermos.




Como todas as produções grandiosas do universo Marvel, VandaVision não decepciona e garante as muitas aventuras que ainda estão por vir ao longo dessa nova fase. Ainda há muitas pontas soltas que possibilitam inúmeras teorias sobre o futuro de Wanda, mas as notícias já informam que a segunda temporada não está nos planos no momento. Então o que nos resta é descobrir um pouco mais nos próximos filmes e séries que serão lançados, além de assistir novamente os episódios para elaborar cada teoria.
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domingo, 9 de agosto de 2020

Sherlock

Título Original:
 Sherlock
Direção:Steven MoffatMark Gatiss
Ano de Lançamento 2010
Duração: Aproximadamente 89 minutos
Número de Temporadas: 4Número de Episódios12
Gênero: Mistério, Drama, Comédia, Suspense, Ficção policial, ,Aventura, Comédia dramática, Ação

Sinopse: O dr. John Watson precisa de um lugar para morar em Londres. Ele é apresentado ao detetive Sherlock Holmes e os dois acabam desenvolvendo uma parceria intrigante, na qual a dupla vagará pela capital inglesa solucionando assassinatos e outros crimes brutais. Tudo isso em pleno século XXI.


Resenha:
A série é inspirada nas obras de Arthur Conan Doyle, com uma super produção da BBC, e logo se tornou conhecida por muitos. Muitos aspectos, enredos e características criado por Doyle foram mantidos, afinal é a base da história. No entanto Steven Moffat e Mark Gatiss inovam ao trazer modernidade aos mistérios, uma vez que todo a trama se desenrola na atualidade.

Sherlock Holmes é um sociopata funcional, suas super inteligência e perspicácia aos detalhes garantem sua diversão ajudando o inspetor Lestrade a desvendar crimes aparentemente impossíveis. Já o Dr. John Watson é um veterano recém saído do exército, enquanto procura um lugar para morar precisa lidar com o estresse pós traumático adquirido ao longo de sua profissão. A série inicia principalmente apresentando os protagonistas e mostrando a pareceria que imediatamente começa surgir; outros importantes personagens também são inseridos, principalmente o grande vilão desta literatura. 

A segunda temporada mergulha profundamente nas emoções e nos sentimentos, as situações de risco aumentam e desperta ainda mais aflição a quem assiste (principalmente no último episódio da temporada). As investigações psicológicas e de extrema genialidade permanecem, mas também abre espaço ao romantismo e a atração sexual. Um dos casos mais populares na escrita de Doyle também marcam presença na série, trazendo um pouquinho mais de terror e enigmas as cenas. Muitas intrigas e mentiras acontecem, além disso vemos certa sensibilidade por detrás do palácio mental de Sherlock.

Se na temporada anterior já notamos que a mais do que razão no sociopata funcional, agora na terceira temporada é certeza. Depois de anos enganando Watson, Sherlock volta pra se juntar ao amigo em mais um caso complicado, e a cada cena é possível observar ainda mais a união entre os dois. Nesses episódios as gargalhadas são ainda mais garantidas, enquanto as relações se aprofundam entre vários personagem também ganha espaço muitos momentos cômicos. Outro ponto de ressalto que acontece nos livros e ganha ainda mais destaque nesta produção é o casamento de John, mostrando que  diversas mudanças estão prestes a acontecer.

A quarta e última temporada chega com uma super mudança na amizade entre John e Sherlock, os acontecimentos da temporada anterior afetam negativamente o relacionamento entre os dois. Como se não bastassem a tristeza e a tensão que afligem os protagonistas, a inflência do vilão Moriarty volta ainda pior. Quem assiste fica na dúvida sobre a sanidade de Holmes, principalmente quando o caso mais desafiador mexe com a sensibilidade dele.

É impossível descrever todas as emoções que cada episódio da série desperta, o enredo de todas as temporadas nos mantem envolvidos completamente nos personagens e na história. Não sou uma grande fã de assistir produções muito longas e cada capitulo/episódio de Sherlock tem aproximadamente a duração de um filme, mas pela primeira vez não me vi saindo de frente da tv tão cedo. É simplesmente fascinante cada detalhe criado, o elenco impecável e uma equipe genial... Não há quaisquer defeitos.
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domingo, 12 de julho de 2020

Feel the Beat




Filme: Feel The Beat
Título original: Feel The Beat
Gênero: Comédia Dramática
Ano de lançamento: 2020
Dirigido por: Elissa Down
Duração: 1h49min

Sinopse: "Em Feel the Beat, April (Sophia Carson) é uma dançarina que não consegue seu sucesso na Broadway e decide retornar à sua pequena cidade natal. Relutantemente, ela é recrutada para um grupo de jovens dançarinos desajustados para uma grande competição."

Resenha:

Em busca de um filme clichê e divertido? Então você precisa assistir ao filme "Feel the beat". O filme embora seja previsível e com acontecimentos bem irreais, a trama cativa e promete momentos de descontração. Nela teremos a história de April (Sofia Carson), uma jovem que, em busca de realizar seus sonhos, saiu da sua cidade natal para viver o sonho de ser uma dançarina profissional em Nova York, deixando para trás um grande amor da juventude. Com os sonhos de ser uma dançarina da Broadway frustrados e percebendo que sua carreira estava praticamente acabada devido um deslize que fez, April retorna para sua cidade natal meio que a contra gosto, a fim de tentar organizar a vida.





Todavia, sem ânimo e sem ideia do que fazer da vida, April não acreditava que naquela cidadezinha em que vivia com seu pai pudesse lhe dar um novo recomeço grandioso na dança. E para ela esse recomeço estava cada vez mais distante e suas esperanças estava cada vez mais baixas, ainda mais quando ela reencontrou sua professora de dança da cidade e a mesma insistiu para ela ir ao estúdio de dança conversar com as alunas sobre a Broadway e lhe propos ensinar as alunas tudo o que sabia para uma competição de dança que ela nem deu importância no começo. Para constar, com exceção do pai, todos a cidade acreditavam que ela era uma renomada dançarina da Broadway.


Ficando totalmente chateada com a desenvoltura das alunas, April estava louca para ir embora daquele local, mas quando soube que na competição de dança um dos jurados do torneio seria um diretor famoso da Broadway, ela viu a oportunidade de se apresentar para ele e conseguir um emprego por lá, então sem questionar  decidiu dar as aulas para as alunas e tentar ganhar esse concurso para chamar a atenção desse diretor. Para ela o plano estava perfeito, mas para as crianças...coitadas, elas tiveram que ralar bastante e ouvir os questionamentos de April que, no começo, pegou pesado com elas, mas depois vai aos poucos amolecendo o coração.




Além disso tem a relação dela com o ex namorado, que não ficou nada feliz com seu retorno e a relação com ela mesma e com seu autodescobrimento da pessoa que era e que queria ser. Um filme simples, com algumas partes sem explicação e que mesmo apresentando um final bem corrido, a trama foi divertida e passou a importância de lutar pelos sonhos, pela união e pelo amor. Um filme que mostrou o poder da arte na vida de uma pessoa e que vai te deixar de boca aberta com os talentos que tem ao longo do filme (eles dançam muito).


Dê uma chance ao filme e depois venha nos contar suas impressões ❤ 




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domingo, 29 de março de 2020

Emma. (2020)

Emma (2020 film) - WikipediaFilme: Emma.
Título original: Emma.
Gênero: Comédia dramática, drama de época
Ano de lançamento: 2020
Dirigido por: Autumn de Wilde
Duração: 1h 59min

Sinopse: Emma. é um filme de drama e comédia britânico de 2020, dirigido por Autumn de Wilde, a partir de um roteiro de Eleanor Catton e é baseado no romance de Jane Austen com o mesmo nome de 1815. Sua história segue Emma Woodhouse, uma jovem que interfere na vida amorosa de amigos dela. TRAILER 

Resenha: 

Não sei explicar o quão ansiosa estava para o lançamento desse filme. Eu já sabia da produção, quase desmaiei quando vi o trailer (onde estão meus sais?) e fiquei muito desanimada por saber que não o iria assistir num cinema, mas já está disponível no Amazon Prime Video, Google Play, ITunes Store e Vudu. Só que nada me preparou para o momento em que assisti o filme. Estou completamente extasiada!

Para quem não sabe: Emma. é um filme baseado na obra homônima de Jane Austen. Emma Woodhouse é uma jovem dama, acerca de 20 anos, filha de um respeitável senhor. Pelas circunstâncias de seu nascimento, ela é extremamente influente na sua localidade e, herdando a propriedade de seu pai, não necessita e nem quer se casar. Contudo, ela encontra muito prazer em usar sua influência social para ser casamenteira.

Movie Costumes: Emma 2020 – The Curator's Curio


Emma não é uma personagem que cai no gosto em geral. Ela é mimada, arrogante e metida. Isso é intencional até da própria autora. Nada a temer! O foco da história é o crescimento da heroína no meio de várias confusões e desentendidos. Eu achei que, nesse filme, a personagem (Anya taylor-joy) consegue captar a altivez e ainda parecer adorável demais.


É difícil fazer uma adaptação de um livro que tem muitas informações, muitas coisas acontecendo e muitos personagens. A adaptação foi ambiciosa demais para tentar colocar uma pequena parte de tudo e enfatizar o romance dentro da trama. O resultado disso, para quem não conhece a obra, é um cansaço por receber muitas informações dentro de um curto período de tempo e uma diminuição do rítmo no final.

O que eu mais li nas críticas e grupos em que participo é que o discurso pró feminista de Emma em relação ao casamento acaba se contradizendo. Essa tentativa de modernização não foi bem construída no enredo, mas não acho que seja inválida. Talvez, se o fluxo de informações não fosse tão grande, poderiam ter estruturado mais. Entretanto, uma modernização que pra mim foi muito perceptível é a crítica social mais negligenciada por Jane Austen: a presença dos criados. Aparecendo constantemente e cheio de floreios, esses figurantes ganharam um destaque, pois eles são o símbolo da opulência das famílias mais abastadas. Em diversas partes, eles aparecem como se estivessem abrindo o ambiente para a apresentação do lugar e dos personagens. Autumn de Wilde, a diretora, soube elaborar uma crítica silenciosa acerca do cotidiano das famílias mais ricas.

Emma movie 2020: we reveal the trailer, soundtrack, cast and ...

Outro ponto forte do filme foi a escolha do cast. Os atores conseguiram transmitir uma boa química entre os personagens, dando uma aparente harmonia no convívio social de uma localidade. O que é um dos pontos chave na obra de Austen. Não posso deixar de enfatizar que há a construção da  sensualidade entre Emma e mr. Knightley que aquece nossos corações. Essa sensualidade culmina, é claro, numa dança. Ai, meus sais!

This Millennial 'Emma' Respects Its Elders - The New York Times



De um modo geral, o filme traz um bom humor e uma dose de drama. Não é totalmente o idealizado pelas fãs, mas conseguiu conquistar seu espaço como uma das melhores adaptações feitas do livro até agora. Estou muito feliz que minha ansiedade não foi vã e tenho certeza de que vou forçar meus amigos a assistirem comigo.
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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Special

Título Original: Special
Direção:Ryan O’Connell
Ano de Lançamento 2019
Duração: De 14 a 17 minutos
Nacionalidade: Americana
Gênero: Comédia dramática, Autobiografia
Número de Temporadas: 1
Número de Episódios 8

Sinopse: 
Um jovem gay e com uma leve paralisia cerebral decide recomeçar sua vida e fazer tudo aquilo que sempre desejou, mas adiava: conquistar o primeiro emprego, morar sozinho e longe da mãe controladora e começar um relacionamento amoroso. Mas realizar esses sonhos tem um custo: se passar por vítima de um acidente.

Resenha:
Special narra a história real de Ryan O'Connel, que participa do roteiro e é protagonista da grande produção. A série é inspirada no livro Especial, recém lançado pela Galera Record, e retrata a vida de um jovem gay com paralisia cerebral. Já tiveram a oportunidade de assistir?

Ryan reside com sua mãe e tem que lidar com sua constante super proteção, devido suas grandes dificuldades motoras. Quando ele é atropelado a situação fica ainda mais complicada e ele começa espalhar que suas limitações físicas foram consequências do acidente. O protagonista consegue um emprego e se torna amigo de Kim, uma mulher que foge completamente dos padrões impostos pela sociedade.



O telespectador acompanha as adversidades de Ryan quando decide viver sozinho, assiste as transformações que ele passa e presencia os duros momentos dele tendo que se aceitar como uma pessoa com paralisia cerebral. A mãe do protagonista também tem um papel grandioso no enredo quando precisa descobrir a si mesma sem o filho, partindo para encontrar a mulher que há em si escondida atrás do papel de mãe. Uma história de vida real para muitos, uma autobiografia espetacular.



Preciso confessar que não tenho paciência pra longas e demoradas séries, por isso Special foi perfeito de parar e assistir. Com apenas oito episódios, contendo duração bem curtas, a série é ótima para aquelas pessoas com a vida corrida, sendo possível assistir mesmo nas folgas mais breves que o dia permite. Para aqueles com tempo disponível e que já estão acostumados a ficar mais tempo de frente as telonas, Special vai se adequar a uma divertida maratona.


Através de uma abordagem engraçada e com muita sutileza, é feito grandes críticas a realidade. Assim o telespectador reflete se conscientiza sobre deficiência, preconceito, orientação sexual, etc. Em meio as grandes aprendizagens adquiridas com Ryan há as lições sobre laços familiares e amorosos, bem como a incessante luta nas relações profissionais. A série possibilita conhecer mais do outro, entretanto também instiga buscar mais de si mesmo.



Todo o enredo desperta uma mistura louca de emoções que envolver paixão, choque e medo. Apesar de tudo isso boas gargalhadas são garantidas, garantindo um divertido entretenimento a todos que assistem. A Netflix já renovou a série para a segunda temporada, então corre para assistir a primeira!!!
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