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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Creepshow


Livro: Creepshow
Autor: Stephen King
Ano da primeira publicação: 1982
Páginas: 67
Gênero: Terror
Editora: Darkside
Onde comprar: Amazon, Submarino

Sinopse: Tudo começou em 1982. King juntou forças com outro gênio das sombras, o diretor George A. Romero (A Noite dos Mortos-Vivos), para realizarem um filme inspirado em quadrinhos clássicos dos anos 1950, como Contos da Cripta, da EC Comics.

O longa-metragem marcou a estreia de King como roteirista — e, curiosamente, sua segunda aparição como ator. Creepshow (que no Brasil ganhou o subtítulo Show de Horrores) se tornaria um cult movie instantâneo. E, no mesmo ano, Stephen King quis deixar ainda mais explícita sua homenagem à fonte original.

Assim, ele adaptou seu roteiro de cinema para os quadrinhos, contando com a arte do magistral Bernie Wrightson, um dos criadores e primeiro ilustrador de O Monstro do Pântano, e capa de Jack Kamen, autor da EC Comics.

A história em quadrinhos era a maneira perfeita para os fãs reviverem todos os pesadelos do filme em casa. Trinta e cinco anos depois, você pode fazer o mesmo — até porque o mais provável é que sua fita VHS já esteja desmagnetizada.

CREEPSHOW reúne cinco histórias de arrepiar, duas delas adaptadas de contos que King já havia publicado: “Weeds” e “The Crate”. Usando um decrépito narrador morto-vivo, o autor de It - A Coisa e Torre Negra soube recriar o clima dos gibis malditos que o assustavam quando ainda era um adolescente rebelde no estado do Maine.

Resenha: Eu estou APAIXONADA por essa HQ! É isso!

Além de ser do nosso amado Stephen King, essa HQ é linda, tem ilustrações maravilhosas e essa edição perfeita da Darkside!

São cinco histórias horripilantes narradas pelo Creep e cada conto tem um tema diferente. 

Além de ter essa HQ, Creepshow também tem uma série e um filme, onde o próprio Stephen King interpreta Jordy Verrill, um cara do interior que encontra um meteoro em seu terreno e tem certeza que isso fará ele ficar rico, mas não é bem por aí... 

Outras histórias falam sobre: um dia dos pais um tanto quanto exótico, um cara que é germofobico e tem um problema com baratas em seu apartamento, um homem que não se dá muito bem com sua esposa e acaba achando o jeito perfeito de lidar com a situação e um homem que descobre que sua esposa o está traindo e resolve fazer algo a respeito.

Se você, como eu adora histórias de terror desse tipo, vai se apaixonar por essa HQ! Recomendo demais!
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terça-feira, 22 de outubro de 2019

O Colecionador


Título: O colecionador
Autor: John Fowles
Editora:  Darkside Books
Páginas: 256

Ano: 2018
Gênero: Thriller Psicológico/ Suspense

Skoob
Onde comprar: Amazon

Sinopse: O COLECIONADOR é a história de Frederick Clegg, um homem solitário, de origem humilde, menosprezado por uma sociedade esnobe, que encontra o grande amor de sua vida. Tudo o que ele deseja é passar um tempo a sós com ela, demonstrar seus nobres sentimentos e deixar claro que eles nasceram um para o outro.O COLECIONADOR também é a história de Miranda Gray, uma jovem estudante de artes sequestrada por um maníaco que acha que pode obrigá-la a se apaixonar por ele. Tudo o que ela deseja é escapar do cativeiro, e vai usar de toda sua inteligência para sobreviver ao inferno em que sua vida se transformou. O romance é narrado por dois personagens antagônicos: o sequestrador e sua vítima. Frederick e Miranda. Todos temos um pouco dos dois dentro de nós, concluímos ao final de suas páginas ― quem consegue se desgrudar delas? Essa obra-prima lançada em 1963 continua perigosamente atual. Best-seller internacional, e ainda um sucesso de venda nos sebos após décadas fora de catálogo no Brasil, o grande romance de estreia de John Fowles está de volta com uma edição digna de colecionador, e aquele padrão de qualidade psicopata que só a DarkSide® Books tem. Com direito a capa dura, introdução do mestre Stephen King ― inédita no Brasil ― e mais conteúdos exclusivos. O feminismo, a solidão, a luta de classes, a liberdade, o que pode ou não ser considerado arte e o que pode ou não ser considerado amor... estes são apenas alguns dos temas que o autor traz à tona. Numa época sem textão de redes sociais, era com literatura de qualidade que pensadores dissecavam o mundo à sua volta. Com O COLECIONADOR, a DarkSide® abre a janela para que Miranda consiga sair do cativeiro e que sua história volte a encantar novas gerações de leitores.


Resenha:

O ponto alto do livro é nos causar sensações das mais variadas e sentimentos não tão amigáveis pelos personagens. A história se inicia com um stalker chamado Frederick Clegg, um funcionário público que ganha na loteria esportiva uma fortuna. Mesmo rico, ele é um personagem sozinho, que não tem o apoio da família nem tem amigos, um homem de poucas palavras, inseguro e introspectivo que tem apenas um hobby muito peculiar: Colecionar borboletas. Nosso stalker tem uma paixão platônica (voltada mais para uma obsessão doentia) por Miranda Grey, onde vê nela o grande amor da sua vida. Pensando em uma maneira de estar um tempo sozinho com ela a fim de demonstrar seus sentimentos e deixar claro para a moça de que eles nasceram um para o outro, ele,  a partir de uma stalkeada generosa na vida de nossa protagonista, a sequestrará e a manterá forçadamente como sua "hospede" em sua casa, totalmente planejada de modo a evitar a sua fuga na ideia inicial de: mostrar que a ama, fazer ela o amar de volta e a libertar para viverem "lindamente" juntos.



"Eu estava disposto a fazer o que quer que fosse para a conhecer, para lhe agradar, para ser seu amigo, para poder olhá-la de frente, e não espiá-la."



Algo surpreendente e perturbador em "O Colecionador" é o fato de Frederick não ser aquele personagem que busca maltratar, fisica ou verbalmente sua prisioneira. Sua intenção não é ser perverso, pois tudo o que mais deseja é ela, e nada do que ela faça para se livrar dele irá bastar. O livro apresenta duas narrativas diferentes, mostrando Fredericks e Mirandas diferentes também, segundo a visão dos dois. Enquanto a narrativa de Frederick retrata única e exclusivamente Miranda, mostrando seus pontos fortes com relatos intensos e perturbadores, a de Miranda mostra o quanto é ruim estar no cativeiro, seu passado não tão perfeito e seus arrependimentos de vida.




Falando um pouco da Miranda, ela é estudante de artes que apresenta ideias bastante modernas e formadas, com uma personalidade esnobe e com um enorme senso de superioridade. Ao ser sequestrada, mesmo tendo todas as suas vontades atendidas, ainda sim,  ela se sente uma prisioneira (e é uma) e tentará de todas as formas sair desse lugar. Um dos fatores sensacionais desse livro é a escrita do autor, que  apresentou brilhantemente em sua narrativa o ponto de vista dos dois, fazendo um passeio pelas suas mentes. Sendo assim, veremos o ponto de vista de vilão e mocinha que conforme a narrativa, são totalmente despidos de todas as mascaras sociais, mostrando suas qualidades e defeitos, loucuras e devaneios, crueldades e inocências. Com isso, nós como leitores ficamos divididos, numa sensação de não saber qual dos dois é o mais confiável.


"Sou eu. Eu sou a sua loucura. Há muitos anos que ele procurava algo para libertar a sua loucura. E encontrou-me."



Conforme a leitura, vamos intensificando nossas relações com os personagens e passamos a compreender certas atitudes feitas por eles e o principal: conseguimos perceber os dois lados da história, o que foi sensacional. Tive ao longo da leitura, um misto de emoções, tiveram momentos que precisei parar para respirar, outros em que eu queria abraçar a Miranda, e momentos em que eu queria estrangular os dois.  Enfim, essa história foi bem envolvente e apreciei muito a leitura. As sequências finais foram arrebatadoras e desconstruíram todas as minhas expectativa, e de certa forma é um livro que mexe com nossa mente por descrever como as atitudes humanas podem ter suas consequências.


"Quando sentimos profundamente alguma coisa, nunca nos deveríamos envergonhar de mostrar os nossos sentimentos."



Se você já leu, o que achou da leitura? Conte para mim aqui nos comentários e não esqueçam de nos seguir nas redes sociais para não perderem nenhuma novidade.




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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Booktour - Caitlin Doughty

Lançamento
Livro: Para Toda a Eternidade
Páginas: 224
Ano: 2019
Autora: Caitlin Doughty
Editora: DarkSide

Livro: Confissões do Crematório
Páginas: 260
Ano: 2016
Autora: Caitlin Doughty
Editora: DarkSide


Caitlin Doughty: A autora é agente funerária, escritora e mantém um canal no YouTube onde fala com bom humor sobre a morte e as práticas da indústria funerária. É criadora da websérie Ask a Mortician, fundadora do grupo The Order of The Good Death (que une profissionais, acadêmicos e artistas para falar sobre a mortalidade).

O evento: A autora está no Brasil para falar sobre seu lançamento pela editora DarkSide (na linha DarkLove). Em seu livro novo, Caitlin visita outras culturas e conta como lidam com a morte e como são os diferentes rituais realizados ao redor do mundo. 


No evento que ocorreu no Rio de Janeiro, em Botafogo, nesta terça-feira dia 18 de Junho, Caitlin conversou um pouco com seus leitores, explicando como é ser dona de uma funerária nos Estados Unidos e contando um pouco das diferenças existentes entre seu país e o Brasil, afirmando que lá eles não são muito abertos a novidades no que diz respeito ao manejo dos corpos. Um fato interessante que a autora contou é que muitas pessoas perguntam se podem ficar com as tatuagens de seus entes queridos, o que não é permitido. Os familiares só podem ficar com partes do corpo que não estavam lá originalmente, como por exemplo um implante de aço, trazendo a reflexão de que tatuagens não estavam no corpo da pessoa falecida originalmente, mas como estão na pele são consideradas material orgânico e não podem ser retiradas por ser considerado uma violação do corpo.

Após falar sobre as tatuagens, ela contou uma história que aconteceu uns meses atrás em sua funerária. A autora contou que um rapaz ligou para sua agência perguntando se podia ficar com a prótese de joelho de seu pai para fazer um câmbio personalizado para seu carro, e coincidentemente ela foi a pessoa que atendeu essa ligação e disse ao rapaz que sim, ele podia, e que depois mandasse uma foto do resultado para que ela pudesse colocar no site da agência.


Quando a sessão de perguntas foi aberta, uma leitora comentou sobre o caso de uma mulher que teve a perna amputada e quis ficar com o membro, pedindo para Caitlin falar um pouco sobre isso. A autora disse que nos Estados Unidos, uma pessoa em vida tem o direito de decidir o que acontece com seu próprio corpo, tendo a opção de cremar o membro amputado, dar ao hospital para que o descarte seja feito da maneira correta ou ficar com o membro, como a mulher no caso citado fez. Porém, no momento em que essa pessoa morre, seus familiares não podem ficar com partes do corpo, assim como acontece com as tatuagens.

Após responder as perguntas feitas pela plateia, Caitlin comparou as perguntas feitas pelos brasileiros e as feitas pelos estadunidenses, afirmando que seus leitores brasileiros fazem perguntas mais profundas e existenciais, enquanto os estadunidenses perguntam coisas do tipo: "Posso ficar com o crânio da minha mãe?" 

A autora esbanjou simpatia com todos e o evento foi ótimo. Ainda não li as obras, mas assim que possível lerei e trarei as resenhas para vocês! 

Vou deixar aqui o último vídeo do canal de Caitlin para quem quiser conferir!




















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